CASA DE SANTAR

A Casa de Santar foi fundada no final do século XVIII, mais precisamente em 1790, e é hoje uma das marcas mais emblemáticas do Dão, fruto da sua história e dimensão e do prestígio e elegância dos vinhos aqui produzidos.

Sendo a propriedade vinícola mais icónica do Dão, os vinhos desta nobre casa são reconhecidos pela sua tradição, autenticidade e nobreza, razões que tornam esta marca do Dão tão especial e conhecida pelos seus 200 anos de história. A propriedade está ligada à mesma família há 13 gerações e a adega merece um passeio adequado: da adega à sala de fermentação com cubas de aço inoxidável, passando pela sala de envelhecimento do vinho, onde os vinhos tintos e alguns brancos descansam em francês barris de carvalho e onde podemos encontrar o destaque desta sala, o alambique de cobre incrivelmente antigo.

VINHA

Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen (nas uvas tintas) e Encruzado, Malvasia Fina, Cerceal Branco e Bical (nas uvas brancas), são as castas que podemos encontrar naquela que é a maior vinha contínua do Dão: mais de 103 Ha – 90 de castas tintas e o restante de castas brancas.
A maior fração de Santar é a Vinha dos Amores, uma privilegiada encosta, no que diz respeito ao solo e à exposição solar, onde se localizam as melhores uvas de Encruzado e de Touriga Nacional.
É desta imensidão de vinha que saem alguns dos mais elegantes vinhos de Portugal, que, com a sua unicidade, têm conseguido conquistar as mais altas pontuações e prémios junto dos críticos nacionais e internacionais.
A Casa de Santar não se resume apenas a vinhas e vinhos. A biodiversidade é outra herança da mesma. Nela podemos encontrar uma floresta de carvalhos, freixos e choupos, além de trinta espécies de diferentes pássaros, raposas, coelhos selvagens e uma corrente de água onde podemos encontrar anfíbios.

SALA DAS BARRICAS

Elemento integrante das adegas de Santar, onde vários vinhos desde os vinhos reserva aos vinhos topo de gama, estão a estagiar em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro ano.
Devido ao espaço amplo, a organização da sala está estrategicamente direcionada de forma a facilitar o trabalho técnico diário por parte dos enólogos.
Ao fundo da sala das barricas encontra-se o alambique, onde o conde de santar fazia aguardente para os seus amigos, tal demonstra o estatuto do mesmo ao puder queimar a sua própria aguardente. Este serviu ao longo das gerações para fazer a aguardente da família e mais tarde utilizado para a criação de aguardente presente no mercado.

ESPÓLIO

Acima de tudo tem o valor do tempo, tempo esse que não tem preço.
Uma sala antiga secular, totalmente revestida a pedra de granito, com a finalidade de manter uma temperatura baixa constante ao logo dos anos, mantendo as características que apresentava no passado.
O espólio apresenta vinhos desde 1955, que não para venda, visto que o seu valor não é tanto monetário mas sim histórico, por vezes são abertas garrafas por parte do engenheiro Osvaldo, a fim de melhor perceber as características que ficam para sempre nestes vinhos do Dão.
O espólio apresenta vinhos desde 1955, que não para venda, visto que o seu valor não é tanto monetário mas sim histórico, por vezes são abertas garrafas por parte do engenheiro Osvaldo, a fim de melhor perceber as características que ficam para sempre nestes vinhos do Dão.
À frente desta sala encontra-se a sala da lareira, ainda hoje utilizada, que nos remete para o passado onde eram feitas as refeições na época das vindimas e onde o conde de santar provaria os vinhos com a lareira acesa.